quarta-feira, 13 de maio de 2015

Mergulhar: entregar-se, sem reservas

No segundo livro de Reis, capítulo 5, nos é apresentada a história de Naamã, um comandante do exército da Síria, muito bem conceituado e estimado pelo seu rei. Ele era considerado um herói de guerra, porém estava
acometido de uma enfermidade incurável cujo nome era lepra. Conta-nos as Escrituras que uma menina, a qual era escrava na casa de Naamã, falou a sua senhora sobre a fama do profeta Eliseu, da terra de Israel. Quando Naamã soube, foi até o rei da Síria e este imediatamente o enviou ao rei de Israel,  levando uma carta sua, onde ordenava que curasse Naamã. O rei de Israel, de pronto, rasgou suas vestes em sinal de medo.
O profeta Eliseu, sabendo disso, mandou dizer ao rei que enviasse Naamã a ele para que lhe mostrasse que ainda havia profeta em Israel.
Quando ele lá chegou, com seus carros e cavalos, Eliseu mandou um mensageiro ter com Naamã e lhe dissesse que fosse até o rio Jordão e lá desse sete mergulhos com o fim de ser limpo da lepra.
Naamã, por ser orgulhoso, se ofendeu profundamente com o tratamento dispensado a ele por Eliseu. Ele desejou que o profeta o recebesse com cortesias, que tocasse em suas chagas e orasse para que a cura acontecesse instantaneamente.
Naamã foi embora desolado. Estava indignado e contrariado com o curso que as coisas tomaram.
Seus oficiais o convenceram, porém, a ir até o rio Jordão se banhar naquelas águas, turvas e contaminadas, conforme Eliseu havia mandado, a fim de que fosse curado. Disseram eles que o profeta poderia ter pedido que fizesse algo ainda mais difícil. Acharam que tinha sido razoável o que ele havia pedido. A intenção deles era que Naamã olhasse com bons olhos, haja vista o resultado de tudo isso, que era a libertação daquele mal.
Muito a contragosto, acatou o conselho deles, pois ainda estava remoendo aquela situação, questionando em seu coração haver na Síria dois rios de águas cristalinas, onde poderia ter lá feito tal coisa.
Ao banhar-se no rio Jordão, no sétimo mergulho, Naamã foi curado. Aleluia!
Muitas vezes não queremos obedecer à voz do profeta. Questionamos se é mesmo Deus que está falando. Que poderia ser de outra forma. Que nao foi assim que imaginamos... Porque então, não descemos em oração e adoração ao Senhor e testificamos em nosso próprio coração o que Ele quer que façamos? Porque não queremos pagar preço!
Como Naamã, na dureza de nossos corações, queremos que o milagre venha a nós de encomenda. Achamos que Deus é nosso servo. Ele faz milagres, claro, e quer nos contemplar com bençãos. É seu prazer nos ver felizes, porém Ele não vê como o homem vê. É Ele o Senhor! É Ele quem nos deve guiar. Somos nós os servos.
Mesmo que desejemos muito, algo, Ele é que está no controle e, portanto, sabe como será e o que deverá ser feito. Só Ele sabe o que nos aguarda. Em Ef. 3.20 Paulo diz que Deus nos agracia sempre, nos surpreende; nos abençoando
de uma forma mais extraordinária do que aquilo em que aguardamos.
Deus quer nos instruir naquilo
que temos que fazer para receber a benção. Todavia, as escrituras nos advertem quanto à ansiedade. No livro de Fil. 4.6-7 está escrito: Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. Amém.
Temos que seguir os pré-requisitos e os requisitos para engravidarmos da benção. E um desses pré-requisitos é não murmurar. Para mim é um dos mais difíceis, pois apesar de saber que Deus vai trazer  à existência o milagre que tanto almejamos, em uma bandeja de ouro simbolizando a vitória, às vezes desabafo, tendo algumas explosões desagradáveis. Choro e me irrito, dizendo que está difícil de suportar. Sei que é só um desabafo, até para que eu tome folego de novo, mas é uma atitude que desagrada a Deus. Sei que preciso me controlar; me prostar aos pés de Jesus e confiar. Fé não combina com preocupação ou dúvida. As palavras servem para abençoar ou amaldiçoar a nós próprios, aos outros, e até mesmo a pessoas que ainda estão por vir, nas próximas gerações. A Biblia nos fala que as maldições alcançam até a terceira geração. Pois eu declaro que para os que estão em Cristo Jesus, nenhuma maldição os alcancará. E as benção se perpetuam. Glória a Deus!
A partir do momento em que enxergamos nossas atitudes equivocadas, devemos nos esforçar para consertá-las em nosso cotidiano. É assim que cresceremos.
De qualquer forma, precisamos continuar marchando, ouvindo a Sua tão doce voz a nos orientar e fazer obedientemente a nossa parte. Deus fala que não se agradará de nós, se retrocedermos.
Notemos que não foi no primeiro e em nenhum outro mergulho, senão no sétimo que Naamã recebeu a sua cura. A ordem é: perseverança! Talvez Deus queira nos provar a fim de aprovar-nos.
Não quero te desanimar, mas na maior parte das curas citadas na bíblia, as pessoas estavam padecendo com enfermidades ou com outros problemas havia muitos anos. Mas eu sei que o Nosso Redentor vive e reina  e nos abençoará a Seu tempo.
No ato de mergulhar, o Espirito Santo nos remete à palavra humilhação. Do ponto de vista espiritual é um belo e nobre gesto. Humilhar-se para Deus significa entrega. Entregar-se completamente a começar do meu Eu. Meus ptoblemas. Minhas doenças. Não é mesmo? Temos o costumes de adicionar à nossa vida tudo que há de pior do mundo. E nos apossamos de qualidades e defeitos morais e até de doenças, como sendo características inerentes à nossa pessoa. Precisamos estar vigilantes!
Tudo pertence ao Criador. Você não é assim ou assado; somos criaturas moldáveis! Tudo que temos de bom nos foi dado pelo Senhor, porque Ele é misericordioso. Deixemo-nos então, ser moldados por Ele. Nos enchamos com o fruto do espirito, qual seja: Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.
O fruto do Espirito visa moldar o nosso caráter à semelhança do caráter de Cristo. Assim é que devemos ser e estar: cheios do Espirito Santo de Deus.
Mergulhemos em Suas águas mansas e tranqüilas. Descubramos o quão falhos somos e quão distantes estamos
de conseguir a perfeição, por mais que nos esforcemos. Vamos abrir mão do nosso eu e de tudo o que somos, só pra servir a nosso Senhor. Deixemos Ele quebrar o nosso orgulho. Desçamos e mergulhemos nas águas inebriantes do Seu Amor para que nos purifique e nos limpe, no Seu poder!!
Nos prostrarmos em adoração é nosso dever. Devemos reverenciá-Lo, independente de sermos abençoados ou não.
Ele nos abençoa, não porque a técnica x é infalível ou a oração tal, mas porque Ele é bom e nos ama com Amor incondicional.

Nenhum comentário:

Postar um comentário